O futuro político de Pavan depende da justiça e da Assembleia Legislativa
Um parecer jurídico, solicitado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, vai orientar Jorginho Mello se ele deve dar ou não continuidade ao pedido de impeachment do vice-governador Leonel Pavan, protocolado pelo PSOL. O pedido deve ser apresentado no dia 1º de fevereiro, quando a casa volta do recesso. Caso o parecer seja favorável, um comissão de nove deputados será formada para analisar o processo.
O Procurador-Geral de Justiça, Gercino Gerson Gomes Neto, ajuizou denúncia contra o Vice-Governador Leonel Arcângelo Pavan, o Diretor-Geral da Secretaria de Estado da Fazenda, Pedro Mendes, o Diretor de Administração Tributária da Secretaria de Estado da Fazenda, Anastácio Martins, a advogada Vanderléia Aparecida Batista, o médico Armando Taranto Júnior e os empresários Marcos Pegoraro e Eugênio Rosa da Silva, todos indiciados no Inquérito Policial que versou sobre a "Operação Transparência", originário da Polícia Federal, tratando de um esquema de corrupção que visava beneficiar, no âmbito tributário, a empresa Arrows Petróleo do Brasil Ltda.
Neste fim de semana, Leonel Pavan partiu para a ofensiva, ao falar sobre para a imprensa no Sul do estado. Entre outras acusações contra a Polícia Federal, que o indiciou na Operação Transparência, Pavan disse que a advogada Vandérleia Batista prestou depoimento das 15h às 22h, que sofreu tortura psicológica e até ao banheiro foi acompanhada, como se fosse uma marginal.


